Proibido

Não fui cavalheiro, eu assumo. Mas não fiz nada que não passasse pela sua cabeça. Pude sentir seu corpo molhado junto ao meu. Suas nádegas me tocavam enquanto eu sentia o cheiro de seu cangote. Sim, o cangote.

Segurei seus cabelos com força. O suficiente para não machucar. E sem escolha ela se rendeu e se virou. Agora estava entregue, eu sabia. Se afastou do meu rosto como quem não quer nada. Mas logo percebi o sorriso escondido atrás dos seus lábios molhados. E antes que eu pudesse beijá-la, ela me atacou.

Segurou meu rosto, me beijou com força e em seguida me despiu. Arrancou minha camisa e colocou a mão nas minhas calças como quem descobre o pote de mel. Eu já havia descoberto entre suas pernas um vulcão prestes a entrar em erupção. Mas parece que as abelhas daquela colmeia estavam a solta e tudo que eu podia sentir era meu peito formigando, como que tentando esconder meus batimentos agressivos que tentavam quebrar minhas costelas de dentro para fora. Achei que fosse enfarto. Mas era tesão.

Ela se ajoelhou e fez algo inexplicável entre suas bochechas. Cético, tive que olhar para crer. Minhas pernas bambearam, tremelicaram e então ficaram rígidas de novo. Antes que o mel se acabasse eu a puxei e a joguei em cima da mesa. Como em um filme, atirei tudo no chão. Mas não fez barulho. O único barulho que eu podia ouvir era aquele que vibrava nas coxas que cobriam meus ouvidos. Ela puxava meu cabelo, gemia e se debatia como se eu a torturasse. Fazia muito tempo que o desejo pairava entre nossos corpos e não havia tido uma oportunidade de deixá-lo nos consumir.

Ela me consumia. Eu a consumia. Nos consumíamos. Nossos olhares travaram um no outro. Assistíamos a tudo. Não perderíamos nada, eu sabia. Talvez aquela fosse a primeira e única vez. Talvez fosse a melhor de todas. Talvez fosse a primeira de muitas. Talvez fosse apenas a pior. Esqueci o futuro e grudei meu corpo no dela, éramos um só agora.

Era proibido, mas gemíamos.

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