Juntos e Separados

 

 

Me pego desprevenido. Me pego solto. Viajando nos meus pensamentos. E de repente repito que se estivesse sozinho eu faria diferente. Eu viveria diferente. Eu largaria tudo. No sentido de largar tudo que não me faz sentido. Que não me constrói firme. Tudo que me constrói fraco.

Me sinto um prédio, feito com areia de praia.

E sei que depois não tem volta. Não tem como reconstruir. Teria que demolir tudo e fazer de novo. Ou sair por ai remendando vigas tortas e rachadas.

E eu quero uma construção bonita, sólida. Com os poucos e necessários remendos, se for o caso.

E é quando percebo que não quero ser um arranha-céu.

Quero ser uma casa.

Não um sobrado.

Nem uma mansão.

Quero ser uma casa de fazenda, com vista pro mar.

Quero ser uma casa em que caiba minha família, meus amigos, meus bichos, meus sonhos. Que caibam todos juntos.

Sentados à sala de jantar.

Para então, me sentir de fato só. De fato realizado.

Depois de montado o circo, vou descansar um pouco.

Deixar que todos vivam.

Que me deixem viver.

 

Quero que reguem as flores.

Não quero arranjos em cima da mesa.

 

 

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