Trem das Nuvens

Me engano. Acho que me engano. Porque se fosse engano, eu não saberia.

Então não é engano.

É ilusão.

Das boas. Das que é óbvio que se trata de um transe. E não de uma transa.

Transe a transa, transe a transa, transe a transa.

Me iludo todo de ti. Mergulho nos teus cabelos molhados. No teu corpo suado. Na tua boca desesperada por algo que eu não sei o que é. Só sei que não tem em estoque. Está em falta.

A última vez que viram já faz muito tempo.

O amor é raro.

Tem a cabeça a premio.

Dizem que quem encontrar, o xerife premia, ganha altar, festa e anel pra casar.

Dizem que já existiu. Mas ninguém nunca conheceu ou viu de perto.

Dizem que é algo forte, que vem do peito. Que mexe com o corpo. Que faz a gente pirar.

É quando os olhares cruzam e nunca mais se descruzam.

Quando o feio fica belo.

Quando o frio é quente.

Quando o bailado acontece na pista das nuvens.

Quando o padre ajoelha, pra gente se beijar.

Só peço que não me conte.

Só peço que comigo finja.

Quero você por inteira.

Pra ti, vou me entregar.

Vem comigo,

vamos para as nuvens dançar.

A ilusão vem vindo, e esse trem é o que eu preciso pegar.

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