Como luz

Minhas memórias se perdem nelas mesmas. E às vezes desconfio que não existem. Que são invenção delas próprias.

Memórias que criam memórias.

Sonhos que viram história.

Fofoca que vira enciclopédia. Todo mundo exagera um pouco, na média.

Mas eu nem ligo. Só me delicio. Me deleito nas memórias alheias. Porque quando me contam, eu as recrio e imagino. Eu pego as minhas memórias e tento reconstituir a memórias dos outros.

E ai a gente se mistura. Eu e você. Você e minhas memórias. Eu e suas histórias. Meus sonhos e suas auroras.

Te amo, memória. Você que me judia, mente, me engana. Mas me faz feliz. Me traz pra mais perto de mim.

Me cola nos olhos de alguém que narra a si. Que se conta pelas próprias histórias.

E quando menos se espera, partem.

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